quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Graça

Que graça ter assistido essa interpretação original e inédita num domingo antes do fantástico há quase 30 anos...

Lembrar que já existiu uma época da inocência

Constatar que as coisas não acontecem necessariamente na ordem que planejamos

Sorrir ou chorar com saudades e sem vergonha

Não desistir do amor



Teresinha
Chico Buarque/Maria Bethânia

O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e, assustada, eu disse não

O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e, assustada, eu disse não

O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração


Um comentário:

parla marieta disse...

Amore mio, essa musica e maravilhosa.
Mas o Didi na epoca da inocencia, acabou com o romantismo da letra.
mas e de chorar de rir