terça-feira, 26 de novembro de 2013

o ouro em seu brasão

III 

É a verdade o que assombra, 
O descaso o que condena, 
A estupidez o que destrói. 
Eu vejo tudo que se foi 
E o que não existe mais. 

Tenho os sentidos já dormentes, 
O corpo quer, a alma entende. 
Esta é a terra de ninguém 
E sei que devo resistir - 
Eu quero a espada em minhas mãos. 

Eu sou metal - raio, relâmpago e trovão 
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão 
Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão. 

Não me entrego sem lutar - 
Tenho ainda coração. 
Não aprendi a me render: 
Que caia o inimigo então. 

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