III
É a verdade o que assombra,
O descaso o que condena,
A estupidez o que destrói.
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais.
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra de ninguém
E sei que devo resistir -
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal - raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal: me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar -
Tenho ainda coração.
Não aprendi a me render:
Que caia o inimigo então.

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